2 February 2013

Alice Subterrânea ganhou um Jabuti








Do original

Lewis Carroll
Alice's Adventures under Ground
Oxford, 1862-864


Apresentamos

Lewis Carroll
Aventuras de Alice no Subterrâneo
São Paulo, 2011



ADRIANA PELIANO recebeu o terceiro prêmio na categoria “PROJETO GRÁFICO” no PREMIO JABUTI 2012. 

The 54th annual Jabuti ("Tortoise") awards from the Câmara Brasileira do Livro (Brazilian Book Guild), honoring excellence in Brazilian literature and publishing, announced their 2012 awards yesterday. I am very pleased to say that my book Aventuras de Alice no Subterrâneo (Alice's Adventures under Ground) by Editora Scipione took third place in the Projeto Gráfico (Graphic Design, 28) category.



Concepção, tipografia e tradução:
Adriana Peliano 

Tradução dos poemas:
Myriam Ávila

Editora:
Scipione





"Mas o fato de terem nascido diante da exigente plateia das três meninas, numa tarde em que tudo – a natureza em paz, a corrente tranquila do rio, o ritmo das remadas e o bom humor dos excursionistas – conspirava para a expressão despreocupada das mais loucas fantasias, foi certamente decisivo para o casamento entre os jogos de linguagem que atraíam o professor de lógica Dodgson e a magia da visão infantil que ele conseguia compartilhar com a pequena Alice." 
Myriam Ávila



from

O manuscrito original de “Alice’s adventures under Ground” (Aventuras de Alice no Subterrâneo, 1862-1864) foi criado como um presente de amor de Lewis Carroll para sua musa e companheira de viagens Alice Liddell. Ele foi dedicado a ela como “Um presente de Natal para uma Criança Querida em Memória de um Dia de Verão”. A estória surgiu de outra estória (passeio de barco, 1862), deu origem a uma outra estória (Alice no País das Maravilhas, 1865), que deu origem a uma outra estória (Nursery Alice, 1890), num excêntrico e "interminável conto de fadas".  

Ao recriar o manuscrito em português minha idéia era aproximar o resultado o máximo possível do objeto original. Para isso o design deveria parecer quase imperceptível. Desafios, incertezas, descobertas, riscos e surpresas, o estranho e a delicadeza viajam entre os silêncios desenhados no olhar de uma menina. A letra de mão do autor foi recriada como se Lewis Carroll tivesse escrito o manuscrito em português para cada um de nós. Na tradução do texto busquei alimentar as palavras com a alegria e a curiosidade de ler uma estória sempre pela primeira vez. 

Posso até dizer que devo compartilhar esse prêmio com Lewis Carroll. Dedico esse livro a ele, à Alice Liddell, a um passeio de barco, a todas as Alices e coelhos do mundo, mas acima de tudo a força e a magia de um encontro. 

A beleza desse pequeno livro é visível mas também invisível. Ela sopra no limiar de um sonho dentro de um sonho, suspira segredos para o coração e à noite convida as figuras do livro para brincar de lógica, faz de conta e de nonsense.

 O manuscrito original de Alice trás o chamado para o desconhecido e a descoberta da transformação. Com um livro em suas mãos cada um se torna também uma Alice, ao mesmo tempo única e plural. Nessa viagem o livro nos oferece a possibilidade de dar presentes para dentro de nós mesmos e também nos convidar para a grande aventura de viver.



On the last page of the original manuscript, Dodgson had stuck an oval photograph of Alice Liddell. 
An American Carroll expert, Morton N. Cohen, 
discovered that beneath the photograph lay a drawing of Alice from Carroll.


The original manuscript of Alice’s Adventures under Ground (1862-1864) was created as a present from Lewis Carroll to his muse and “travel companion,” Alice Liddell. This love- offering was dedicated to her as “a Christmas gift to a dear child in memory of a summer day.” That story (Under Ground) came from another story (the boat trip) and would be the origin of another story (Alice’s Adventures in Wonderland) that would be the origin of yet another story (The Nursery Alice), in one eccentric and “interminable fairy tale.” 

When I decided to recreate the manuscript in Portuguese, I intended to have it be as close as possible to the original object. In doing that I looked for a design that would seem almost imperceptibly different. The pictures, conversations, discoveries, doubts, surprises, obstacles, the strangeness and the delicacy, all came from Lewis Carroll’s original. His handwriting was recreated as if he had written the book in Portuguese for each one of us. In the translation I intended to imbue the words with happiness and invoke curiosity, to read the book as if for the first time. 

I can even say that I share this prize with Lewis Carroll. This graceful book is a gift dedicated to him, to Alice Liddell, to a boat trip, to all Alices and rabbits in the world, but mainly, to the strength and magic from an encounter. 

The beauty of this book is both visible and invisible. It breathes in the realm of a dream inside a dream, whispering secrets to our hearts, and during the night inviting the pictures to come out of the book to play with logic, nonsense and make-believe. 

It brings a call to the unknown and the recognition of the nature of transformation. With the book in our hands each of us becomes an Alice, at the same time unique and universal. In this homage we call forth from the original the possibility of giving a gift from our inner lands that is also an invitation for the great adventure that is to live. 






"Everyone has won, and all must have prizes!"
Alice in Wonderland


Concepção, tipografia e tradução: Adriana Peliano | Tradução dos poemas: Myriam Ávila | Editora Scipione | ano 2011. 

Coordenação editorial: Adilson Miguel | Editora assistente: Fabiana Mioto | Preparação de texto: Ciça Caropreso | Revisão: Gislene, Oliveira Lilian Ribeiro de Oliveira, Patrícia Cueva | Edição de Arte: Marisa Iniesta Martin | Diagramação: Rafael Vianna | Projeto gráfico do encarte: Rafael Vianna | Edição de imagens: César Wolf.

Carroll, Lewis, 1832 – 1898. Aventuras de Alice no Subterrâneo / Lewis Carroll; tradução de Adriana Peliano. – São Paulo: Scipione, 2011.



Edição facsímile do manuscrito original de Alice
em edição de luxo produzida pela Folio Society



"In a meeting of the Lewis Carroll Society of North America at Harvard last April, Dr. Selwyn Goodacre, one of the most respected Carrollians in England and longtime editor of their Society's scholarly magazine, The Carrollian, gave a talk about Alice's Adventures under Ground, the handwritten and self-illustrated manuscript which served as the basis for Alice's Adventures in Wonderland. Speaking of it in today's world, he referred to Adriana's Portuguese translation—with typeface and layout matching the original—as "a total gem." I could not agree more. With care and scrupulous attention to detail, it almost convinces me that Carroll did indeed merely translate it from the Portuguese original. Her volume is a most attractive artifact of the love Adriana has for Carroll, her intelligence and artistry, and of the playfulness that abounds around Carroll's world."

Mark Burstein
President
Lewis Carroll Society of North America



ADRIANA PELIANO é designer e artista visual. Mestre em "New Media Arts" pelo Kent Institute of Arts and Design, Inglaterra (2003), e Mestre em "Estética e História da arte" pela USP com a dissertação "Através do Surrealismo e o que Alice encontrou lá" (2012). Ilustrou o livro de Kátia Canton, "Lewis Carroll na Era Vitoriana" (DCL). Fundadora e presidente da Sociedade Lewis Carroll do Brasil.

MYRIAM ÁVILA fez mestrado em Inglês - Literatura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1986) e doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (1994). Estudou na Universidade de Kassel, Alemanha (1987-1989). Pós-doutorado na USP (2004-2005). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária, atuando principalmente nos seguintes temas: viajantes, memória, nonsense e estranhamento. Autora de "Rima e solução: a poesia nonsense de Lewis Carroll e Edward Lear ” (Annablume).







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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together monsters, desires and fairy tales. Her collages and assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de coisas e rastros de estórias, Adriana Peliano costura monstros, desejos e contos de fadas. Suas colagens e assemblagens são inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”